Thursday, 17 August 2017

Dança matutina

Eu comecei a meditar. 5 minutos por dia, eu sempre achei que fosse perca de tempo, coisa de gente zen mas de fato, funciona. Me relaxa e me deixa aquela sensação de paz. Outro dia, eu estava super tensa, e coloquei a meditação para dormir, e no outro dia acordei renovada. Não estou exagerando, até o meu humor - e os níveis de paciência que nunca são dos melhores de manhã – estavam super bem.

Meu marido acorda feliz. E ele adora fazer barulho de manhã, ele lava as louças, abre a porta da varanda, toma banho, cantarola, dança na frente da televisão para o M, me faz perguntas dificílimas do tipo – o que vc vai fazer hoje? Qual o meu schedule? Daí ele começa a dizer o que ele vai fazer, quantas lições do Duolingo ele irá completar (ele está aprendendo - ele diz que está “improving his Portuguese” – mas é mais aprendendo…) e as coisas que ele planeja fazer no fim de semana…

Eu acordo querendo silêncio. Então ele começa a abrir tudo e limpar tudo e a ser super feliz e eu vou atrás e fecho a porta da varanda, fecho a torneira, e peço para ele falar baixo. Ele fica magoadíssimo comigo, homem é muito dramatico. A única coisa que eu não aguento e sempre me acabo de rir é quando ele começa a dançar a música do Duggie na frente do M. It gets me every time.
Essa é a nossa dança matutina. M viajou sozinho com o pai por 5 dias mas só agora depois de quase 3 semanas que eu sinto ter o meu menino de volta. Eu acho que eu sou um pouco insegura… eu acho que o pai do L não ajudou muito a mãe dele daí às vezes eu sinto como se ele quisesse compensar aquela ausência.

A Giselle quer consertar os erros da mãe dela. A falta de interesse da mãe dela quando ela estava crescendo. Então eu tento compensar isso com o M, mas eu tenho que me policiar quando ele crescer.
Às vezes eu me imagino sendo uma grande escritora… quando eu tinha uns doze anos eu escrevi um livreto para a escola. Eu achei a estória show, ainda me lembro do enredo : era sobre uma menina que da direção para um menino que estava envolvido com drogas (naquela epoca droga pesada era maconha!) – não me lembro do nome das personagens,  mas eu ainda lembro de algumas partes do meu livrinho. Dei para minha mãe ler e ela não se interessou, acho que nem pegou na mão, sempre envolvida nas coisas dela. Então minha vida de escritora meio que acabou ali…bom até eu ter esse blog – aqui pelo menos eu posso me entitular escritora de alguma coisa ainda que seja de um monte de coisa nenhuma importância para ninguém…

Só para mim, e nem para mim as vezes…. O que no meu entendimento não faz o meu blogue popular já que eu nunca fui…então eu não sei agir popularmente e o resultado é a impopularidade do meu blogue…sacou o ciclo?. Tipo quem nasceu primei ro, o ovo ou a galinha?

Enfim, 500, day 4. 

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