Monday, 14 August 2017

Escrita Aprisionada

500 palavras. Sobre qualquer coisa. Pode ser sobre mim, sobre nós, sobre o futuro, sobre o sanduíche de queijo com presunto que estou comendo. Eu só preciso de 500 palavras.
500 palavrinhas tão difíceis de sair!
Essa será uma semana de muito desafios para mim, nessa época do mês minha cabeça fica em um estado deplorável de baixa estima e confusão. Eu choro, me dá uma tristeza enorme que eu não de onde vêm. Aquela sensação de não ser importante para ninguém, de não pertencer a lugar nenhum, de não fazer diferença na vida de um ser humano sequer – um tsunâmi de emoções tristes se apodera de mim. E continua até que pára. Assim sem nenhuma explicação. Deve ser hormonal ou eu sou maluca mesmo, não sei. Eu me pergunto insessantemente porque eu não aprendi o segredo de lidar com as pessoas, e se alguém me perguntasse: “Qual é o seu maior medo? - é bem possível que eu respondesse: “De gente”.
Eu só quero escrever essas coisas aqui e esvaziar o meu coração. Ocupar a minha mente com algo mais importante que o meu próprio umbigo. Mas daí eu penso no M e em como as minhas imperfeições podem fazê-lo sofrer. Me aterroriza pensar nisso. Me congela pensar que errarei os mesmos erros da minha mãe.
Aí quando eu penso assim eu brigo com a minha mãe, e a culpo por todos os meus problemas, e fico deprimida porque o fiz. E lembro de todos momentos em ela esteve ausente quando eu precisei. E o quanto ela é egoísta. Daí eu penso o quanto ela está me ajudando agora e eu fico triste de novo. E fico com raiva e não durmo a noite porque não consigo sair desse ciclo.
Aí eu acordo com os meus olhos inchados e vou trabalhar e se alguém perguntar eu digo que tentei usar lentes de contacto e tive uma reação alérgica – nunca falha.
Eu nunca digo que o M está doente, ou que alguém morreu porque todo mundo sabe que é mentira. Mentiras têm que ser plausíveis também.
344 palavras - se foram assim, jogadas ao vento, sem lenço nem documento. Igual folha no fim do Outono, voando. Não vou chegar a conclusão nenhuma…mas vou terminar ainda que não chegue a lugar nenhum porque eu aprendi a terminar o que eu começo. Apesar disso ser um idiotice, há coisas que não deveríamos terminar porque não deveríamos ter começado! Eu não teria disperdiçado metade da minha vida se não tivesse terminado certas coisas que comecei.
Mas como desaprender o que foi aprendido e internalizado e se acredita com um fanático religioso? Sabe-se lá, eu só queria que alguém me desse a receita de como viver, e eu segueria a letra. Aqui, Giselle. Faca assim e assado.
Agora vou publicar isso aqui desse jeito mesmo. Sem edição. Sem cortes. Sem politcamente correta, Giselle. Deixa a casa cair. que as máscaras caiam, que todo o resto se exploda.
509.
Giselle

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